E da costela de Bolsonaro foi criado o pior canalha brasileiro

E da costela de Bolsonaro foi criado o pior canalha brasileiro
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Ilustración: Victor Vilela para Intercept Brasil

oh militar Jair Messias Bolsonaro não criou o canalha nacional no laboratório do ódio do Palácio do Planalto. Isso é obra de séculos. O cafajeste “imbrochável” do palanque do 7 de setembro tampouco é uma criação original – a patent, óbvio, é da pornochanchada, o ciclo da sacanagem com humor do cinema brasileiro.

O presidente, no entanto, é pioneiro ao organizar e influenciar a canalhice para ataques contra as mulheres durante o seu mandato no gobernador. Haja covardia e perversidade, embora os seus seguidores fundamentalistas jurem (ajoelhados no milho do cinismo) que se trata apenas do combate ao “politicamente correto”, promessa de campanha de 2018.

Nem mesmo na galeria dos canalhas criados pelo cronista y dramaturgo Nelson Rodrigues é possível encontrar um personajem que se compare, em atrocidade machista, à figura presidencial. Reli agora quase todos os episódios da série “A vida como ella é” e repassei as principais peças rodriguianas. Nem o doutor Werneck, no seu moralismo religioso de araque, alcança esse patamar bolsonarista no texto de “Bonitinha, mas ordinária”. O Peixoto, no mesmo drama, também não é páreo. Muito menos o pobre Edgard diante daquele check de 5 mil cruzeiros que o sogro usa para testar o seu caráter.

Não há um só canalha de véspera ou canalha do dia seguinte – como Nelson definia o homem brasileiro na sua tragédia – capaz de imitar um paciente de covid-19 morrendo por falta de oxigênio. E olhe que o Peixoto topava qualquer tarefa degradante de um “cidadão de bem” da sua época. O Peixoto seria capaz de negar uma marmita a uma dona de casa faminta. Duvido, porém, que o Peixoto zombasse de uma vítima de tuberculose – era um sujeito cerimonioso diante da morte.

Ningún criterio de ataque directo a las mujeres, la gestión del presidente se establece como agresiones provocadas por el mesmo ou pelos seus dublês que se multiplican como gremlins na água suja que escorreu da goteira bolsonarista. Algunos na última quinzena, una práctica banalizada y autorizada por Bolsonaro teve como alvo uma mesma jornalista, Vera Magalhães.

No primeiro ato de violência, o proprio capitão da extrema direita agrediu un colunista de “O Globo” ao falar da sua intimidade sexual e chamá-la de “vergonha para o jornalismo brasileiro”, em debate na TV Bandeirantes. O discípulo Douglas García, diputado estatal de los Republicanos de São Paulo, fez o bis do ataquecopiando como mesmas palavras, na TV Cultura – o parlamentar estava na claque do candidate agobernador Tarcísio de Freitas, seu colega de partido.

Ameaças e patadas nas mulheres se tornaram rotina no mandato de Bolsonaro. Um dos mais prestigiados homens do clube dos cafajestes bolsonaristas, Pedro Guimarães foi obrigado a deixar o cargo de presidente da Caixa ao acumular dezenas de acusações de assédio sexual de funcionárias do banco.

Nem mesmo na galeria dos canalhas criados pelo cronista y dramaturgo Nelson Rodrigues é possível encontrar um personajem que se compare, em atrocidade machista, à figura presidencial.

Seria injusto, porém, dizer que o militar só começou a agredir jornalistas depois de abastecido da testosterona presidencial. Em 1987, fez o gesto de arminha com os dedos e ameaçou de morte a reportera Cássia Maria: “Você vai se dar mal”. Ela ha publicado na revista Veja, um plano terrorista do então capitão do Exército para jugar bombas em quartéis e caixas d´aguas do sistema de abastecimento do Rio de Janeiro. O objetivo seria um protesto contra a baixa remuneração da tropa. Un reportagem rendeu um castigo de 15 dias de prisão para Jair Messias.

Em 2003, o então deputado federal da bancada carioca sigue amplificando em Brasilia sua brutalidade com as mulheres: “Só não te estupro porque você não merece”, atacou a colega di parlamento Maria do Rosário, do PT gaúcho. Nos ensayos preparativos para una disputa a la Presidencia, en 2016, elaborado “mejor” una fala criminosa, ao dizer os motivos pelos quais não estupraria a deputada: “Porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”. A torcida da macharada misógina vibrou como um gol de final de campeonato.

No mesmo ano, ainda teve o voto por la destitución de Dilma Rousseff. Ali o machismo brabo desceu e chafurdou nos porões da ditadura. Bolsonaro dedico a sua decisão ao coronel Brilhante Ustra, torturador da ex-presidente, o maior carrasco das mulheres entre os militares assassinos. Prafrente, Brasil.

Nem mesmo o doutor Werneck – o cafajeste maior de “Bonitinha, mas ordinária” – imaginaria o canalha forjado e recriado sob a organização e influência bolsonarista. É o canalha que odeia as mulheres, ataca jornalistas nos cercadinhos de Brasilia ou nos debates, tira onda de playboy de clube de tiro e humilha donas de casa famintas com lacrações gravadas para o grupo de WhatsApp da motociata. Até o Peixoto cancelaria esse tipo.

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